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Atenas é uma cidade onde um punhado de decisões se resolve com números, e não com instinto. Os sítios arqueológicos podem ser pagos um a um ou incluídos num bilhete combinado, e qual das opções sai mais barata depende de quantos deles o visitante pretende efetivamente ver. Chegar a Santorini, Mykonos ou Creta costuma implicar pesar um ferry contra um voo, e a melhor escolha varia consoante o ponto de partida do viajante e quanto tempo a espera e as ligações vão consumir do dia. Uma excursão de um dia a um lugar como Delfos ou o Cabo Sounion só vale a pena tentar depois de se pesar a distância e o regresso face às horas que efetivamente sobram para desfrutar do próprio local. Nenhuma destas perguntas tem uma resposta única para todos; dependem das datas, da distância e daquilo que uma viagem em concreto consegue efetivamente comportar.

Tentar adivinhar estas compensações costuma parecer razoável no papel e desmoronar-se na prática. O custo de uma escolha errada não é abstrato: traduz-se numa tarde perdida num ferry de regresso que devia ter sido um voo curto, num bilhete combinado comprado para sítios nunca visitados, ou numa excursão de um dia abandonada a meio porque a distância se revelou pior do que o esperado. Uma resposta calculada, construída a partir de números reais e não de uma noção vaga do que as coisas devem custar ou demorar, mantém-se válida já com a viagem em curso, de um modo que um palpite raramente consegue.

Este tipo de ferramentas importa sobretudo a quem viaja com pouco tempo e uma longa lista de coisas que gostaria de ver. Quem dispõe de uma boa margem de dias pode dar-se ao luxo de ir decidindo pelo caminho e absorver uma ou outra escolha menos eficiente. Quem tem apenas alguns dias em Atenas, a tentar encaixar os sítios arqueológicos, uma excursão de um dia e talvez ainda uma ilha, beneficia muito mais ao saber de antemão que combinação de escolhas realmente cabe no tempo disponível, em vez de descobrir a incompatibilidade depois de já ter gasto tempo e dinheiro.